segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

TUCURUÍ: PREFEITO EM EXERCÍCIO RECEBE AMEAÇAS DE MORTE

O coronel Pedro Paulo Barata, secretário de Apoio à Segurança de Tucuruí (PA), disse há pouco, em entrevista à Radio Floresta, que o prefeito interino Joaquim Campos Couto, o Bena Navegantes (PROS), está recebendo ameaças de morte via mensagem de celular. Ele confirmou ser dele um áudio que circula desde ontem (7) no WhatsApp, com a mesma informação.
Primeiro houve uma ameaça implícita e, depois, outra completamente explícita. Existe uma mensagem no celular do prefeito Bena Navegantes, onde a pessoa diz que ele não perde por esperar o que vai acontecer”, explicou o secretário.
O Coronel Barata acrescentou que testemunhas afirmam que a mesma pessoa que ameaçou o prefeito via celular “andou dizendo, pelos quatro cantos, que iria mostrar quem era e que o prefeito não mandava em nada na cidade”.
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Um boletim de ocorrência ficou de ser registrado na Delegacia de Tucuruí, durante o dia de hoje (8). E Bena Navegantes irá a Belém, onde deve comunicar a ameaça ao secretário de Segurança do Pará, Jeannot Jansen.
No áudio de ontem, Coronel Barata fala de uma reunião na casa do prefeito afastado Artur de Jesus Brito (PV). O objetivo, de acordo com o secretário de Apoio à Segurança, seria uma articulação para “bater” no prefeito em exercício.
No mesmo áudio, Barata fala de um “grupo menor”, que estaria por trás das ameaças de morte a Navegantes. E afirma que ninguém vai se intimidar com as ameaças. “Nós estamos em 2018. Quem quer matar, pode morrer. E, antes de morrer, pode ser preso, também”, desabafou.
Pedro Paulo Barata lembrou que Bena Navegantes não pediu para ser prefeito. Navegantes foi conduzido ao cargo por decisão do Poder Judiciário, quando do afastamento de Artur Brito.

Na entrevista de hoje, Barata diz que pessoas estão criando “fakes” para atacar o prefeito. Segundo ele, os ataques não acontecem somente nas redes sociais, mas até em sites e blogs criados para isso. “Cria-se uma página, começa a atacar as autoridades, para depois se dar bem extorquindo os gestores”, acusou.
Ameaças são somente a ponta do iceberg
Tucuruí vive uma situação dramática, desde o assassinato do prefeito eleito em 2016, Jones William da Silva Galvão (PMDB). Ele foi morto por pistoleiros na tarde de 25 de julho de 2017, quando vistoriava obras na periferia da cidade.
Com a morte do titular, o então vice-prefeito Artur Brito foi alçado à titularidade do cargo. Mas a gestão de Brito não durou muito e foi interrompida por ordem do Judiciário, que o afastou da prefeitura por suspeita de crime de improbidade administrativa.
Poucas semanas antes do afastamento, a mãe do prefeito, Josenilde Silva Brito, a Josy, havia sido presa pela Polícia Civil. A acusação: ter sido a mandante do assassinato do titular da prefeitura, Jones William.
Posteriormente ao afastamento de Artur Brito, pelo Judiciário, a Câmara Municipal também decidiu pelo seu afastamento, em denúncia apresentada pelo vereador Weber Galvão, irmão de Jones William.
Nestes seis meses, desde a morte de William, várias pessoas foram presas, mortas ou desapareceram, supostamente por ligação com o crime.

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