sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Altamira: Emater demonstra tecnologias de criação de pescado em Altamira


Tecnologias usadas para desenvolver a piscicultura familiar foram apresentadas durante uma excursão promovida pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater) a 40 agricultores familiares de diversas comunidades do projeto de assentamento Assurini, que fica na zona rural de Altamira, no sudoeste do Pará.
A excursão, na propriedade do agricultor Wilson Pereira, morador do ramal Gorgulho da Rita, detalhou a experiência exitosa de povoamento dos tanques para produzir peixes com até um quilo. A atividade desenvolvida em tanques escavados obedece a todos os critérios técnicos repassados pela equipe da Emater. No local, o produtor cultiva a espécie tambatinga.
Segundo o técnico em agropecuária da Emater Josué Cavalcante, a ideia é demonstrar aos agricultores que a adoção de pequenas tecnologias – como a quantidade ideal do número de alevinos colocados por cada tanque – e o manejo adequado do pescado fazem a diferença na piscicultura. Apesar de a maioria dos agricultores mostrar aptidão para a criação de peixe, o maior problema ainda é o superpovoamento dos tanques, o que acaba prejudicando a criação.
Um dos itens classificados como entrave na atividade é a questão da ração, um dos maiores custos com a criação. Pensando em solucionar o problema, a Emater e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) de Altamira devem trabalhar em conjunto uma ração alternativa que seja feita a partir de produtos encontrados na propriedade.
"Somente a ração comercial representa 30% dos custos totais com a atividade. Uma composição alternativa, a base de milho, macaxeira e outros produtos, consegue diminuir consideravelmente esse custo", disse a técnica em pesca e aquicultura da Emater Simone Gomes.
A Emater classifica como rentável a criação do pescado, principalmente pela grande demanda que ocorre hoje no município, devido à grande migração de pessoas por conta das obras da hidrelétrica de Belo Monte. "O mercado para o pescado é garantido. Hoje o quilo é comercializado a R$ 8 na propriedade, e na cidade o preço chega a R$ 12", concluiu.
Agência Pará de Notícias

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