terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Mulher: Direito no Brasil, só ao dia 08 de março!


Sexta economia do mundo, liderado por uma mulher, o Brasil ainda engatinha no quesito direitos humanos e, por que não citar, no que diz respeito ao direito das mulheres. É isso mesmo, na casa liderada por uma presidenta, mulher ainda não tem vez ao respeito destinado aos homens.


Veja um exemplo recente onde um casal foi flagrado mantendo relação sexual em uma praia de Belford Roxo. O caso se tratou de um ato ligado ao carnaval, festa “popular” liberada pelo país e palco de cenas indiscretas entre todos os tipos de parceiros, mas foi a mulher que chamou atenção. Por causa do ato, ela foi parar na internet e perseguida pela imprensa marrom. Repórteres desocupados tiveram a cara limpa de ir até a casa da celebridade instantânea e questionar o fato.

Que fique claro que praia é um local público, bem de uso comum, onde esse tipo de atitude não é permitido e tão pouco se aplica, já que crianças frequentam e não merecem ser tolhidas do seu direito por causa de um casal inconsequente. Aqui se discute a abordagem preconceituosa, e não o ato. Foco gente, foco!

Mas e o rapaz que estava todo prosa na água e dando mais sinais de felicidade que a senhorita? Ele é invisível? Foi abduzido? Não! Ele é homem e como todo homem brasileiro, goza, literalmente, de um direito absurdamente inexplicável, simplesmente por ser homem. Aqui, ou melhor, em qualquer lugar do país, ele pode fazer o que quiser e em poucos segundos tudo não passará de um passado remoto e sem importância, já as mulheres, essas não podem pisar fora do esquadro, um simples escorregão e elas entram para a história.

Querem a prova, então vamos relembrar. Leila Diniz ficou marcada após ter usado biquíni na praia em 1946, naquela época os homens já andavam sem camisa e de calção nas praias, mas ela é que chamou atenção. Desde os tempos mais remotos, nas cavernas, mulheres batalharam por comida e defenderam suas crias e maridos, mas quando Anita Garibaldi seguiu para a guerra ao lado do amado, dividiu o grupo e quase pôs fim a tudo. Digam se Elise Matsunaga não ofuscou o Bruno? Crimes entre parceiros, pessoas próximas por quem se tinha uma certa afinidade. Mas o dela parece ser mais cruel para a imprensa.

Como elas, centenas de outras mulheres criaram por vezes, antipatia, ao declarar suas opiniões, impor suas vontades e deixar claro que mulheres têm desejos e constitucionalmente, direitos, como todo cidadão nato. Mas apesar dos sutiãs queimados, da Maria da Penha em uma cadeira de rodas e da Dilma Roussef na presidência, as mulheres seguem na berlinda, e sempre haverá alguém, em algum lugar, disposto a disparar críticas envenenadas e por em cheque seu valor como mulher investida de direitos, mesmo as criminosas. 

Fonte: Blog da Karina Pinto

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