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Conselho Ribeirinho durante coletiva |
O Conselho Ribeirinho realizou nesta terça-feira
(21), uma coletiva para tratar do plano de reassentamento para as famílias.
Segundo eles, a Norte Energia atrasou mais uma vez o prazo de apresentação do
plano.
Em
um comunicado entregue à imprensa e autoridades, o conselho diz que em
fevereiro de 2018 entregaram ao governo e à Norte Energia, em Brasília, a
proposta de retorno para às margens do rio, de onde foram expulsos pela
construção da hidrelétrica de Belo Monte. Na ocasião eles reuniram cerca de 300
famílias e apresentaram um projeto detalhado para a criação do território
ribeirinho nas margens do reservatório da usina de Belo Monte.
Ainda
conforme o documento, nesta reunião, a “Secretaria de Patrimônio da União (SPU)
e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra)
comprometeram-se a realizar, em um mês, a análise da situação fundiária da
região reivindicada. Já a Norte Energia apresentaria um projeto de execução em
um prazo de 60 dias. Desde então, não houve resposta nem encaminhamentos
satisfatórios das reivindicações apresentadas por parte da empresa, e as
famílias ribeirinhas seguem abandonadas.”
Segundo
o membro do conselho, Hildo Costa da Costa, a irmã dele, Lídia Ferreira da
Costa, morreu no último dia 19, por depressão, depois de perder tudo com a
construção da Hidrelétrica. “Ela vivia da pesca e morava na sua ilha, perto do
seu irmão, e ela foi expulsa pela Norte Energia. Espero que a Norte Energia
venha realocar estas pessoas logo para seus territórios, porque já estão
adoecendo por causa das suas mentiras. Que a Norte Energia agora venha com
verdade, e não mais mentiras”, escreveu Hildo em uma carta anexada ao
comunicado.
O
CONFIRMA NOTÍCIA já entrou em contato coma empresa e aguarda o posicionamento
da Norte Energia.
Fonte:
Confirmanotícia
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