quarta-feira, 25 de julho de 2018

PARÁ TESTA SISTEMA ELEITORAL ATÉ SEXTA-FEIRA

Técnicos de vários estados estão em Belém
 Divulgação
Técnicos dos Tribunais Regionais Eleitorais do Pará, Roraima, Rondônia, Acre, Amapá, Amazonas, Distrito Federal e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estão reunidos em Belém até a próxima sexta-feira (27), para testes nos sistemas que serão utilizados no processo eleitoral das eleições deste ano, com primeiro turno em 7 de outubro. Esta é a primeira vez que o Pará recebe o chamado teste em Campo dos Sistemas Eleitorais. O Estado funciona como polo da região Norte, Distrito Federal (Brasília), e ainda recebe uma equipe do próprio TSE. São testados neste ciclo, 25 sistemas eleitorais, mas o secretário de Tecnologia da Informação do TRE Pará, Felipe Houat de Brito, frisou que o ciclo completo é ainda maior, ultrapassa 50 sistemas integrados, considerando todas as situações, desde a condição de candidatos nulos à retotalização de votos.
“Todos os sistemas são integrados e essas integrações tendem a causar uma certa dificuldade, por isso, a razão dos testes’’, observou Felipe Houat de Brito, comentando sobre a necessidade das verificações e análises dos sistemas eleitorais. ‘’Existem sempre as atualizações tecnológicas, o processo tende a melhorar com mais capacidade de processamento, os aplicativos são uma realidade. Nós temos aplicativos para o eleitor saber onde é que ele vota, aplicativo para justificativa de voto, para divulgação do resultado em tempo real, esse último é o mais acessado nas últimas eleições’’, acrescentou ele.
Felipe Brito ponderou que além das novidades tecnológicas, existem modificações severas na legislação eleitoral atual. “Há uma mudança significativa, por exemplo, na questão do quociente eleitoral, essas alterações na lei, todas elas se não estiverem refletidas no sistema, a gente pode ter um problema, de fato, durante a concretização do resultado das eleições’’, explicou o secretário de TI do Tribunal.
A regra de distribuição das chamadas “sobras” de vagas, calculadas a partir do quociente eleitoral de partidos e coligações - número mínimo de votos recebidos por uma coligação para ter direito a uma vaga no Legislativo - na nova versão permite que possam entrar nessas vagas candidatos de partidos que não tenham atingido o índice.
Esta é a primeira que o Pará recebe o teste em Campo dos Sistemas Eleitorais. “Acho que é uma demonstração de que o Pará cresce no cenário nacional. Somos o maior Estado da Região Norte. Temos, praticamente, o dobro de eleitores do Estado do Amazonas, segundo em número de eleitores. O Pará tem cerca de 5,5 milhões de eleitores; o Amazonas, menos de 3 milhões’’, afirmou Felipe Brito.
Logo que o TSE conclui uma eleição, explicou o chefe da Seção de Totalização e Divulgação de Resultados do TSE, Júlio Valente, o órgão inicia a preparação e a construção dos softwares da próxima eleição. Esse processo se completa no ano da eleição com os testes, em questão.
“Nós temos uma agenda intensa de testes que acontecem em vários Estados do País, com o objetivo de identificar pontos de melhoria, homologar as soluções, identificar algum gargalo de desempenho para que possamos atuar ainda em tempo da cerimônia de lacração dos sistemas eleitorais, que acontecerá em final de agosto. É que a partir da lacração dos sistemas eleitorais, os softwares não podem mais ser mexidos’’, informou Júlio Valente, que é bacharel em Ciência da Computação com pós-graduação em Modelagem do Conhecimento em Engenharia de Software. 
Fonte: Portal ORM

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